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Comportamento

Cães e fogos de artifício: Por que eles sentem tanto medo?

Pode parecer que cães e fogos de artifício não combinam, mas com as dicas que damos neste post, você vai ver que essa relação pode ser bem mais tranquila.

Puppy blocking its ears and looking up
Crédito foto: istockphoto

Quem tem cachorros em casa sabe o desespero que é para o animal estar no meio de um foguetório. Pare e pense: quantas vezes você viu seu cãozinho com o rabo entre as pernas, se escondendo e com a cabeça baixa por conta disso? Muitas, não é mesmo? Principalmente na época de fim de ano, em que a frequência dos foguetes se intensifica bastante.

Você pode até achar o comportamento exagerado, afinal você sabe que todo aquele barulho não te fará mal, mas o seu melhor amigo não sabe disso. Os fogos causam pavor nos animais, que muitas vezes entram em verdadeiro desespero e agem de forma inconsequente. Eles pulam de lugares altos, tentam fugir de casa, se enfiam em lugares nos quais não cabem.

Mas por que isso acontece?

A audição dos cães é muito aguçada. Isso porque, seus ancestrais, na natureza, precisavam ter o ouvido muito apurado para conseguir capturar presas e detectar qualquer perigo que estivesse à espreita. Por conta dessa necessidade, eles precisavam ouvir sons a grandes distâncias — tanto que o ouvido de um cachorro pode captar sons a uma distância quatro vezes maior do que o ouvido humano. Ou seja, o que parece um barulhinho para você pode ser um estrondo ensurdecedor para o seu cão. Imagina o barulho dos fogos!

E isso não é tudo: além do quesito distância, os cachorros detectam frequências que os ouvidos humanos não são capazes. Por isso, até um estalinho de criança pode ser um grande incômodo e motivo de medo para o animal.

Então a primeira coisa a se fazer é não julgar o comportamento do seu bichinho no meio de um “bombardeio”.

O que posso fazer para minimizar o medo de fogos do meu cãozinho?

  • Para início de conversa, jamais atenda aos apelos de carinho ou colo do cachorro. Isso servirá apenas para afirmar que ele realmente deve ter medo daquele barulho. Procure sempre mostrar que os sons que o amedrontam não são perigosos, passando confiança através de sua postura e semblante. Costas eretas e expressão tranquila farão diferença na tarefa de minimizar o medo de seu cão. Você também pode brincar com o animal, mas de forma moderada — brincadeiras muito efusivas podem aumentar ainda mais a excitação do cachorro, e não é esse o objetivo.
  • Reaja de forma positiva a explosões e barulhos semelhantes no seu dia a dia. Convença seu melhor amigo de que aquilo é um acontecimento superlegal!
  • Caso seja necessário prender o bicho, faça-o em lugares que ele goste muito de ficar. Quanto mais habituado ao ambiente, menos ele se estressará.Uma luz branda ajudará a deixar o ambiente mais confortável.
  • Deixe sempre um local para o pet se abrigar. Pode ser uma casinha, caixa de transporte ou até mesmo embaixo da cama, caso ele goste de tirar uns cochilos por lá normalmente.
  • Feche portas e janelas da casa para que o som de fora seja abafado e para evitar possíveis fugas.
  • Tenha a seguinte informação sempre em mente: o tratamento para fobias é um tratamento, não um milagre, portanto tem que começar meses antes do período de festas. Além disso, por apresentarem comportamento similar a uma pessoa com síndrome do pânico, alguns animais precisam de medicação e “terapia” por algum tempo.
  • Esse tratamento evitará alguns problemas, como a fuga do seu animal, mas por via das dúvidas, mantenha-o sempre com uma coleira de identificação.

Caso a fobia do seu peludo seja realmente grande e nenhuma dessas medidas surta um bom efeito, consulte o médico veterinário. Ele poderá indicar algum medicamento ou homeopatia para que seu animal consiga se manter calmo em meio à confusão.

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