Saúde e alimentação

Peritonite Infecciosa Felina: o que é e como identificar a doença?

Conheça causas, sintomas, tratamento e prevenção da PIF!

A Peritonite Infecciosa Felina, mais conhecida pela sigla PIF, é uma doença causada pelo coronavírus felino e teve seu diagnóstico pela primeira vez na década de 50. Ela ataca as células brancas do sangue, onde o vírus cresce e se transmuta, provocando, então, uma inflamação no local.

Gatos de todas as idades podem se infectar pelo vírus da PIF, mas a maior incidência ocorre nos animais com menos de dois anos. Não há predisposição sexual, ou seja, machos e fêmeas são acometidos igualmente. Gatos com o sistema imunológico debilitado por causa de outras doenças, como a leucemia viral felina (FeLV) e a imunodeficiência viral felina (FIV) são mais predispostos a desenvolver PIF.

Causas

A transmissão da PIF ocorre através da ingestão do coronavírus que pode ser disseminado principalmente através das fezes do gato e/ou do contato direto pela mucosa, saliva, secreção ocular ou nasal. E também pode ocorrer transmissão da mãe para os filhotes durante a gestação ou amamentação.

Locais com grande concentração de gatos, como gatis ou abrigos, são propícios para a transmissão do vírus que, apesar de serem sensíveis a desinfetantes comuns, podem permanecer intactos por semanas no ambiente úmido e até dois meses em ambientes secos. Objetos como brinquedos, tapetes e caixas de área também podem conter o vírus.

A doença, no entanto, não é transmissível para outros animais ou seres humanos, mas o contágio de felino para felino é muito alto.

Sintomas

Os sinais clínicos podem levar de dias a semanas para aparecer e são considerados não específicos, sendo eles: perda de peso, anorexia, febre, diarreia e desidratação. São ainda sinais da PIF, a insuficiência hepática e renal, certos problemas neurológicos, como desorientação e paralisia, diabetes, vômitos e infecções oculares, que podem levar à cegueira.

É importante lembrar que existem duas formas de o vírus de manifestar, entre elas está a PIF efusiva (úmida), um processo inflamatório nos vasos e consequentemente um acúmulo de líquido na região do abdômen e/ou do tórax. Os gatos com essa forma apresentam febre não responsiva aos tratamentos com antibióticos e um aumento do volume abdominal decorrente do acúmulo de líquido nesta região.

Já a PIF não efusiva (seca) é caracterizada pela formação de granulomas e necrose em diversos órgãos abdominais, torácicos, sistema nervoso central (SNC) e olhos.

Os sintomas ocorrem de acordo com o local acometido, podendo, portanto, variar desde mucosas amareladas, quando o fígado é acometido, até mesmo cegueira, quando os granulomas se desenvolvem nos olhos. A tosse pode ocorrer se o gatinho desenvolver pneumonia secundária, devido ao acúmulo de líquido.

Obviamente que cada caso é um caso. Mas é muito importante que você procure ajuda tão logo suspeite da doença.

Tratamento

Anti-inflamatórios em altas doses, quimioterápicos e antibióticos para evitar infecções secundárias fazem parte de alguns tratamentos, este sendo unicamente paliativo pois, infelizmente, a PIF não tem cura. Mas a boa notícia é que estudos com drogas antivirais e imunomoduladores estão sendo realizados na tentativa de minimizar os efeitos adversos da PIF.

Como evitar

A prevenção da PIF é um desafio. Numa casa com um ou mais gatos diagnosticados com o coronavírus não é recomendada a introdução de um novo filhote. Por isso devem ser isolados de animais positivos, inclusive da mãe, após cerca de cinco semanas de idade.

Diminuir o stress, evitar superpopulação, oferecer ração de alta qualidade e realizar limpeza adequada do ambiente também são medidas muito importantes.

Lembrando que a vacinação contra PIF não é recomendada, pois não apresenta resultados positivos na prevenção da doença e mesmo assim não está disponível no Brasil.

Importante >> caso você adote um gatinho e descubra que ele tem PIF, ou qualquer outra doença contagiosa, jamais o abandone ou o rejeite, devolvendo-o a quem doou. Com isso, o stress pode piorar ou fazer com que as doenças se desenvolvam. Então, pense com carinho e converse com seu veterinário. Adotando cuidados e mantendo o gatinho “doente” separado dos saudáveis, ele com certeza terá uma vida muito mais feliz do que abandonado em um abrigo ou na rua, onde suas chances de viver uma vida feliz serão ainda menores.

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1 comentário em “Peritonite Infecciosa Felina: o que é e como identificar a doença?

  1. Parabéns pelo seu blog. Estarei visitando sempre. Sou novata nesses assuntos de gatinhos, e tudo está sendo uma grande e maravilhosa novidade. Todos em casa estamos tentando ser a melhor família que Nina poderia ter tido, caso não fosse abandonada pela mãe-bichano na rua. Abraços.

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